Ao longo da minha vida, sempre realizei questionamentos e que acredito sejam os mesmos questionamentos de grande parte dos meus irmãos e irmãs nesta realidade:

“Porque estou aqui?”

“Para que estou aqui?”

“Qual o sentido de tudo isso?”

“Qual a minha missão?”

Confesso, naturalmente, que eu me sentia muito frustrado em não ter estas respostas e com um agravante, não havia ninguém que me respondesse a estas indagações.

Perdido e sem sentido, um comum sentimento de que tinha que fazer algo, mas nem sabia por onde começar e então, uma enorme busca pela VERDADE começou no meu cotidiano.

Procurando respostas, passei a frequentar templos religiosos diversos e iniciei estudos e leituras para buscar A VERDADE.

Durante 30 anos de vida, desde muito cedo, interessado em entender a vida e a razão de eu ser ou estar, a cada marco etário e de desenvolvimento intelectual, parecia que quanto mais próximo da VERDADE eu estava, mais longe de conhecê-la era a realidade.

Isso criou um paradoxo mental e também emocional, não fundado em verdades ou mentiras, mas fundado em incompletude, porque parecia que quanto mais A VERDADE se desdobra, mais incompleta ela se torna e assim, criando uma sedência nunca satisfeita, principalmente, nunca realizada nesta jornada de busca.

Então, percebi que afastar a ignorância exige um processo que vai muito além de meramente adquirir conhecimento e ter consciência de um dado ou informação, ainda, com inteligência, saber utilizá-las para seus próprios propósitos.

Iluminar as trevas da ignorância, não necessariamente é um sinônimo de encontrar A VERDADE, porque, no final das contas, levei muitos anos para compreender e reconhecer que A VERDADE é também uma ilusão da mesma categoria da MENTIRA.

O que modifica uma ilusão da outra é apenas a polaridade energética e de consciência das mentes que fazem uso ou que buscam este conhecimento inalcançável.

Em síntese, as coisas e a realidade são o que são, manifestas em mentiras ou verdades, são o que cada um busca na medida de seus anseios, desejos, assunções, negações e principalmente, interesses pautados por programações e crenças limitantes.

Para muitos, pode parecer lógico e até mesmo evoluído declarar uma missão que se resuma em: BUSCAR E ENCONTRAR A VERDADE.

Talvez, seja hora de reconhecer que não há qualquer consciência que iniciou e terminou esta jornada em busca da VERDADE, porque talvez seja a mais vil de todas as ilusões de encarceramento da mente.

Mas, posso afirmar, com convicção, que isso não é uma missão e jamais poderia ser a minha própria missão. Pretendo publicar minhas impressões sobre esta importante questão, mas, por agora, minha síntese missionária é: OBSERVAR E INTERAGIR COM A EXPERIÊNCIA CONSCIENTE DA VIDA.

A partir do momento em que comecei a abraçar a UNICIDADE dentro da dualidade, deixei que procurar dentre as mentiras, as suas respectivas verdades, mas antes, comecei a buscar algo novo e que não esteja mais fora de mim, porque, as mentiras e as verdades serão sempre EXTERNAS, sempre contos, registros e expressões interpretativas dos interesses e intenções de outras consciências que estão fora e longe de minha própria matriz arquetípica.

Então, note, que apesar de fazermos todas as perguntas que citei no início, não as fazemos para nós mesmos, mas indagamos para tudo e para todos os que estão fora de nós: para as literaturas, para a crenças, para os doutores, para os sábios, para os loucos e no final, a única REALIDADE que se manifesta é que sejam mentiras ou verdades, todas elas, absolutamente, pertencem ao mundo exterior e não a nós mesmos e por isso, entendemos não possuí-las, o que fundamenta fanaticamente a nossa incessante busca.

Podemos ter o conhecimento destas mentiras ou verdades exteriores, mas nenhuma delas se originou de nós, porque se assim fosse, não haveria mais causa para uma incessante e insaciável busca por aquilo que seja A VERDADE, mas que sempre se manifesta como incompleta. Isso, porque, logicamente, faltará sempre a nossa própria parte enquanto realidade de nossas próprias existências.

Assim, natural concluir que nunca encontrarei A VERDADE fora de mim, porque a incompletude refere-se a pricipal parte que falta em todo este tabuleiro de quebra-cabeças: AUTOCONSCIÊNCIA.

Minha missão é:

OBSERVAR O MEU INTERIOR E ME TORNAR A PRÓPRIA VERDADE MANIFESTA COMO CONSCIÊNCIA LIBERTA DAS AMARRAS DA MENTE, DO EGO E DOS CONTROLES EXTERNOS.

Da mesma forma, ao obter este mérito, não preciso ditar quais são ou quais não são as mentiras ou verdades que todos os meus irmãos e irmãs buscam, como eu, inutilmente, busquei.

Isso é iluminar, brilhar pelas obras e pelos exemplos de que não se busca fora para não encontrar o que definitivamente, está dentro de nós mesmos.

Por isso, minha missão não é projetar, sugerir ou pregar A VERDADE OU A MENTIRA, de uns sobre os outros, mas apenas, revelar, do que está dentro de mim, a descoberta de minha própria REALIDADE e que, diferente do que é tratado por mentira ou por verdade, não dependem do conhecimento, da ignorância, da aprovação ou da validação de nenhuma outra consciência externa a mim.

Em desdobramento deste meu aprendizado:

MISSÃO ENQUANTO ATO: SER QUEM SOU.

MISSÃO ENQUANTO PROPÓSITO: MANIFESTAR A UNICIDADE DE MINHA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA DE REALIDADE LIBERTA DA DUALIDADE ARQUETÍPICA.

MISSÃO ENQUANTO ETHOS: “SERVIR AO PRÓXIMO”.

MISSÃO ENQUANTO OBJETIVO: “INSPIRAR A HUMANIDADE À DESCOBERTA DE SUA PRÓPRIA ESSÊNCIA”.

MISSÃO ENQUANTO ARQUÉTIPO: “TRANSFORMAR A REALIDADE”.

MISSÃO ENQUANTO CONSCIÊNCIA: “RESGATAR OS MEUS FRACTAIS PERDIDOS”.

MISSÃO ENQUANTO SENCIÊNCIA: “REINTEGRAR E CURAR OS MEUS FRACTAIS DESOLADOS”.

Deixei de buscar A VERDADE fora de mim e passei a observar A REALIDADE de minha própria essência e dela, em uma visão de unicidade, abandonei o julgamento, abandonei a condenação, abandonei o exílio e a segregação dos meus irmãos e irmãs, independente do reflexo de suas mentiras ou verdades, mas, não sem aplicar o princípio da justiça sobre o que desejo ser em minha própria realidade.

Devo apenas brilhar e inspirar, sem nada impor, sem nada depor e sem nada supor.

Não devo conduzir as massas aos meus próprios destinos, mas apenas ser um farol de indicação, pelo exemplo de minhas condutas, para que também encontrem os seus próprios destinos, em exercício de livre arbítrio de suas próprias condutas em meio à obscuridade desta jornada de vida no decorrer da marcha pela eternidade.

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