Sabendo-se do risco de o mensageiro ser apedrejado por sua mensagem, observem que esta humanidade não busca por Mestres, mas por discípulos e assim, apenas continuam no plano de cristal tudo o que são pelas velhas práticas do plano “umbral”, numa inócua e vã tentativa de manter os vossos construtos sob os vossos controles.
Aprisionam-se aos padrões de restrição e finitude de tudo o que pode ser tangenciado entre o alpha e o ômega, para nada mais serem além daquilo que os vossos mestres vos dizem e vos permitem que sejam na manipulação energética de vossas próprias ilusões mentais.
Assim, criam um único lugar ou destino para ser disputado a ferro e fogo por muitos e incontáveis discípulos, quando só podem ser acessados, em plenitude, por escassos mestres.
Cuidem, pois, que o que está gravado nas pedras, não está gravado em vós.
Nas pedras, pensam que registram a vossa glória do passado, a potencia de vosso magistério e iludem-se, pois, em que gravam-se apenas o vosso fracasso e o vosso atraso.
O que está gravado em vós é o que verdadeiramente está gravado em vossas obras e não em vossas palavras e como vossas obras se modificam, vossa essência também se modifica, ainda que as palavras sejam pétreas.
Hoje Mestre, amanhã, Discípulo?
Penseis: “— A autoridade do mestrado sobrevirá pelo total de discípulos que possuirei, eis a magnitude do meu magistério!”, porém, todos desejam serem Mestres sobre os seus semelhantes num volume em que não haverá discípulos suficientes para tantos mestres.
Permita me compartilhar um mistério simples, no que afirmo:
“— Tornar-se-ão Mestres quando tornarem-se discípulos de vós mesmos na medida em que o vosso exemplo de vida e conduta torna-se uma justa referência para a evolução de outros Mestres nas jornadas da Ascensão e não na estagnação ou decaimento dos escravos na jornada da injusta servidão.”
No que isto resulta?
Ora! Podeis ter milhões de seguidores ou discípulos nesta ilusória fração de “espaço-tempo”, mas Mestre jamais será se dentre todos estes, não figurar-vos, pois, como o primeiro de todos os aprendizes de vossa própria jornada evolutiva.
Equivocam-se ao imaginar que a relação entre mestre e discípulo se pauta pelo sistema de hierarquia vertical e comando. Eis o vigente modelo de servidão e não de expansão.
Afinal, o primeiro exercício do verdadeiro mestrado são as obras e não as palavras. Se não podeis ser o primeiro e o vosso próprio discípulo sobre tudo o que dizes e conclui dever agir como tal, ao obrar em conjuração do progresso e da transformação da Criação, quem mais poderá ser por vós em vosso lugar?
Já vos ensinaram, mas não aprenderam:
“— Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los.“
Vos parece familiar?
Mister se faz conhecer que para cada um Mestre, só há um único possível discípulo e um Mestre não possui dois discípulos, mas um discípulo possui dois mestres.
Necessário explicar: “Como discípulo de si, possui dois Mestrados, um pelas boas obras e um pelas más obras“, conforme um Antigo Mestre já vos ensinou.
E por isso, em toda a Criação, pela Lei da Sintropia ou Equilíbrio, o quantum de mestres é o mesmo de discípulos, porque quem ensina e quem aprende é o mesmo, mas o mestrado é DUAL.
Podeis, no entanto, aprender uns dos ourtos, a partir da consciência e do reconhecimento de que TODOS SOMOS UM e então, nesta instância consciencial, perceberão que somos mestres e discípulos uns dos outros de tal modo em que não há mais distinção entre uns e outros, apenas um só com o Pai e um só com o Filho, percebem?
Encerra-se a dualidade na UNICIDADE.
O Mestrado espelha-se na relevância e utilidade que o vosso progresso reproduz em sua própria decisão de progredir e no espelhamento de lícitas e potenciais oportunidades na assistência ao progresso de outros Mestres e não necessariamente de discípulos, porque comandar é uma medida que viola a Lei do Livre-Arbítrio, pois o Mestre jamais determina o que outros devem ou não fazer, apenas serve de exemplo, por suas condutas, como uma referência de suas próprias palavras.
Exceto, claro, no contexto da densa realidade ilusória sobre os seres que mesmo em uma roupagem de adulto, insistem em pensar e agir como crianças.
Já que a ação pueril, em geral, não revela um mestrado, mas um dominato pela lei do mais forte na seara dos instintos.
Observem, pois, que não trato apenas de vossa evolução corpórea, considerando o fato de que sois vós corpos dentro de outros corpos e discípulos de vossas próprias consciências em um profundo estado de amnésia.
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Pelo Progresso e pela Justiça,
Eu sou Selrek